Mentiras Sinceras  
 
   
BRASIL, Mulher, de 20 a 25 anos
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    Tempo, tempo, mano velho!

    E estamos aqui de novo, ok confesso que minha promessa de dezembro não foi cumprida. Tempo, tempo, mano velho! Ele corre e escorrega entre os dedos e quando você vê já é agosto.

    A vida anda complicada ou eu ando complicando. Essa insegurança ainda me mata. Conhece crise dos 7 anos? É, estamos vivendo ela. Continuo não sendo casada e ele continua não querendo casar. Aliás, ontem terminou comigo. Mas a gente mora junto e não da pra chorar em outro lugar! Então acaba que você não consegue sair pela porta da frente como se nada tivesse acontecido e chorar litros de agua no seu quarto em silencio, você respira fundo e encara o problema (chorando e dramatizando, minha especialidade!). Você não quer terminar porque enxerga o relacionamento como um casamento ele enxerga como um namoro.

    Ok, eu surtei!

    A mãe dele está com câncer. Descobrimos ano passado, em outubro. Ela fez cirurgia, tirou o tumor mas o FDP  voltou. Era uma mulher e tanto. Hoje esta na cama, definhando enquanto assistimos em silencio e impotentes e nos despedimos diariamente dela. Mas foi ai que acabei conhecendo ele de verdade, um homem de 39 anos com alma de menino. E esta frágil, esta perdendo o centro, o mundo inteiro que ele conheceu. Do dia pra noite ele deixou de ser o filho único pra ser o pai da mãe e o pai do pai. E tem os filhos, e tem a louca da namorada que quer casar e ter mais filho. (só um!) Fui um pouco egoísta, mas ele parecia bem resolvido e não percebi o que estava diante dos meus olhos. A gente foi se abandonando. Entramos no automático. (quem nunca?)

    A realidade é que a doença da mãe está obrigando ele a crescer, a virar gente grande e entender a vida, e a vida não é fácil e perdas são dolorosas , em doses homeopáticas são piores ainda. Ninguém te conta isso quando você nasce, não é fácil.

    Confesso que já tive vontade de ir embora, tive motivos, tive encontros da vida que me testaram, tive amores da vida que ainda me amam.

    Ontem no final do dia, em uma de mais uma das minhas crises de insegurança conversei  com uma pessoa. Precisava saber se eu estava louca, tentei falar com um padre também, mas o padre tinha academia e não podia me atender. Mesmo eu ali desabando e acabada chorando na frente dele. Deus daí me colocou na frente essa pessoa que não via a tempos, neutro e que me conhece mto bem. Com frases doloridas e de impacto, foi duro e realista. Doeu.

    Ele disse que eu tinha que voltar pra casa e entregar nas mãos de Deus. Ele sempre sabe o que faz. Que mesmo que eu queira que de certo e faça o possível pra que isso aconteça, sozinha não posso fazer nada. Ele precisa entender que é casado comigo. Por mais que eu entenda a importância da mãe dele, que dói a ausência dela, que a dor vai ser eterna enquanto ele viver eu também perdi meu pai e sobrevivi. Escutei, “Você não sabe viver acomodada, você não gosta de chá morno, não é calmaria, sempre foi tempestade!”

    Mas talvez agora precise aprender a ser a calmaria que ele precisa. Relacionamento é isso, não é? Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte nos separe?

    Daí eu perguntei, com aquele medo da resposta:

     -E se quando tudo isso acabar ele for embora? Ele me olhou nos olhos sorrindo e disse: -Deixe ir. Talvez ele não saiba lidar com o tipo de mulher que você é, grande e forte. Só você ainda não percebeu. E se ele fizer isso vai comprovar o que sempre achei. (nesse momento achei melhor não perguntar o que ele achava!)

    Voltei pra casa, entrei na nossa casa, entreguei nas mãos de Deus e pedi pra ele olhar pra gente. Já passamos tantas coisas, não será essa crise dos 7 anos que vai acabar com o que construímos! Eu vou cuidar dele enquanto ele precisar e espero que ele se encontre pra cuidar de mim quando eu precisar!

     

    Enquanto houver amor haverá luta. Não costumo me arrepender das escolhas que faço por amor!



    Escrito por Gabi às 22h25
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