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BRASIL, Mulher, de 20 a 25 anos
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    E os sonhos eram diferentes...

    Ah quem diga que o amor acabou , outros vão dizer que não era pra ser e que estava na cara.

    Mas o que importa de fato é que o coração deles já sabe o motivo .

    Ele foi embora porque não sonhava os sonhos dela, ou pra ser menos egoísta, não sonhava os mesmos sonhos que ela.

    Foi uma conversa franca, dolorida, típica de fim de relacionamento. Ela não queria que ele fosse, mas também não tinha certeza se queria que ele ficasse. Só tinha uma certeza, queria inteiro e não metade.

    E no momento ele era metade.

    Foi dolorido falar tchau, foi sacrificante deixa-lo ir, mas foi à decisão mais sábia até então. Deixa-lo ir era resgatar novamente a sua vida, pegar de volta com as duas mãos os seus sonhos, suas necessidades. Era doar, pra si mesma.

    Deixa-lo ir era esquecer promessas não cumpridas, decisão não tomadas, situação mal explicada. Partiu um namorado e ficou um grande amigo.

    Antes de ele ir, ela pediu pra que ele nunca deixasse de ama-la, pois assim saberia pra onde ir quando algo ficasse sufocante demais.

    Ela pediu pra ele não deixar de ama-la porque sabe o quanto a historia dos dois foi importante pra ambos. Eles cresceram, são duas pessoas adultas e prontas pra caminhar com suas próprias pernas.

    Deixar que ele ficasse era continuar impedindo ele de ser gente grande, e era injusto com os dois.

    Ela o deixou ir. Ajudou a pegar as coisas que estavam jogadas pela casa, uma camisa amarela em um cabide preto, um pijama todo amarrotado de quem tinha usado naquela manhã preguiçosa, ele foi saindo com lagrimas nos olhos de quem não tinha certeza se precisava mesmo ir embora. Fechou a porta entre eles e ela chorou alto naquele momento, por ela, por ele e por um nós que estava longe de ser os dois.

    E por alguns segundos pensou em levantar e ir atrás, mas algo dentro dela falava pra deixa-lo ir.

    Em silêncio o apartamento pequeno ficou grande demais pra dor que estava dentro dela, sua fiel escudeira latia na porta como se soubesse que aquela despedida foi o fim pra ela também.

    Meio perdida e sem saber o que fazer com sua vida naquele momento, pegou um cigarro e fumou e depois lembrou que tinha parado de fumar fazia tempo.

    Mas naquela hora ela sabia que era pra sempre, que seguir o rumo e ir em frente era necessário, foi uma linda história que terminou.

    E tomou seu banho, deitou na cama, enquanto algumas lagrimas desciam pela sua face ela encerrava dentro do seu coração um ciclo. Foi lindo, foi eterno e durou o tempo suficiente para os dois.

    Por que no fundo ela sabia que os sonhos dela não eram os mesmos sonhos dele...

    E, ela não foi sofrer em Paris, na beira do rio Sena, sofreu com sua cachorrinha deitada na sua cama olhando uma camiseta branca que ele esqueceu jogada na cadeira e adormeceu pra continuar sonhando...

    E a vida segue...

     

     



    Escrito por Sinceras desculpas às 12h25
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