Mentiras Sinceras  
 
   
BRASIL, Mulher, de 20 a 25 anos
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    Tempo, tempo, mano velho!

    E estamos aqui de novo, ok confesso que minha promessa de dezembro não foi cumprida. Tempo, tempo, mano velho! Ele corre e escorrega entre os dedos e quando você vê já é agosto.

    A vida anda complicada ou eu ando complicando. Essa insegurança ainda me mata. Conhece crise dos 7 anos? É, estamos vivendo ela. Continuo não sendo casada e ele continua não querendo casar. Aliás, ontem terminou comigo. Mas a gente mora junto e não da pra chorar em outro lugar! Então acaba que você não consegue sair pela porta da frente como se nada tivesse acontecido e chorar litros de agua no seu quarto em silencio, você respira fundo e encara o problema (chorando e dramatizando, minha especialidade!). Você não quer terminar porque enxerga o relacionamento como um casamento ele enxerga como um namoro.

    Ok, eu surtei!

    A mãe dele está com câncer. Descobrimos ano passado, em outubro. Ela fez cirurgia, tirou o tumor mas o FDP  voltou. Era uma mulher e tanto. Hoje esta na cama, definhando enquanto assistimos em silencio e impotentes e nos despedimos diariamente dela. Mas foi ai que acabei conhecendo ele de verdade, um homem de 39 anos com alma de menino. E esta frágil, esta perdendo o centro, o mundo inteiro que ele conheceu. Do dia pra noite ele deixou de ser o filho único pra ser o pai da mãe e o pai do pai. E tem os filhos, e tem a louca da namorada que quer casar e ter mais filho. (só um!) Fui um pouco egoísta, mas ele parecia bem resolvido e não percebi o que estava diante dos meus olhos. A gente foi se abandonando. Entramos no automático. (quem nunca?)

    A realidade é que a doença da mãe está obrigando ele a crescer, a virar gente grande e entender a vida, e a vida não é fácil e perdas são dolorosas , em doses homeopáticas são piores ainda. Ninguém te conta isso quando você nasce, não é fácil.

    Confesso que já tive vontade de ir embora, tive motivos, tive encontros da vida que me testaram, tive amores da vida que ainda me amam.

    Ontem no final do dia, em uma de mais uma das minhas crises de insegurança conversei  com uma pessoa. Precisava saber se eu estava louca, tentei falar com um padre também, mas o padre tinha academia e não podia me atender. Mesmo eu ali desabando e acabada chorando na frente dele. Deus daí me colocou na frente essa pessoa que não via a tempos, neutro e que me conhece mto bem. Com frases doloridas e de impacto, foi duro e realista. Doeu.

    Ele disse que eu tinha que voltar pra casa e entregar nas mãos de Deus. Ele sempre sabe o que faz. Que mesmo que eu queira que de certo e faça o possível pra que isso aconteça, sozinha não posso fazer nada. Ele precisa entender que é casado comigo. Por mais que eu entenda a importância da mãe dele, que dói a ausência dela, que a dor vai ser eterna enquanto ele viver eu também perdi meu pai e sobrevivi. Escutei, “Você não sabe viver acomodada, você não gosta de chá morno, não é calmaria, sempre foi tempestade!”

    Mas talvez agora precise aprender a ser a calmaria que ele precisa. Relacionamento é isso, não é? Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte nos separe?

    Daí eu perguntei, com aquele medo da resposta:

     -E se quando tudo isso acabar ele for embora? Ele me olhou nos olhos sorrindo e disse: -Deixe ir. Talvez ele não saiba lidar com o tipo de mulher que você é, grande e forte. Só você ainda não percebeu. E se ele fizer isso vai comprovar o que sempre achei. (nesse momento achei melhor não perguntar o que ele achava!)

    Voltei pra casa, entrei na nossa casa, entreguei nas mãos de Deus e pedi pra ele olhar pra gente. Já passamos tantas coisas, não será essa crise dos 7 anos que vai acabar com o que construímos! Eu vou cuidar dele enquanto ele precisar e espero que ele se encontre pra cuidar de mim quando eu precisar!

     

    Enquanto houver amor haverá luta. Não costumo me arrepender das escolhas que faço por amor!



    Escrito por Gabi às 22h25
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    Planos para 2017

    Comecei uma lista de planejamento para 2017. Sim, sou virginiana.

    Quando cheguei no último item (já de uma lista extensa) lembrei, "cara, Deus adora meus planejamentos. Desfaz todos."

    Então risquei todos, e a única coisa que quero para 2017 é que Deu concorde com 30% dos meus planos. Já fico satisfeita!

    Feliz 2017 galera! 

     

     



    Escrito por Gabi às 22h45
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    Um ano depois

    Essa noite sonhei com esse blog. Sabe Deus o motivo, talvez porque precise escrever. As coisas estão normais ou na medida do possível caminhando rapidamente para qualquer lugar do mundo. Está tudo tão rápido que não sei bem onde vou chegar!

    Não sei se cheguei a contar que mudei de emprego. Continuo na área comercial, essa que me apaixonei quando aceitei aquela proposta maluca em 2012 com aquele chefe que parecia a copia de Miranda Priestly, mas agora sou autônoma. Vender é arte, é procurar trabalho todos os dias. Os clientes são diferentes, uns viram amigos queridos, outros monstros do lago! (sim, sou realista!)

    Com 33 anos nada fica diferente de quando se tem 32, 31 ou 30 a não ser a quantidade de criança que começa a te chamar de tia! Você tem mais sobrinhos emprestados que a tia da pré escola. Suas amigas estão todas casadas e cheias de mini criaturas lindas. E elas te contam diariamente como é legal ser mãe! (mentira!!!) Elas são realista. Amam os filhos, mas me contam todas as vezes que se trancam no banheiro para chorar durantes horas. E que sair para fazer a unha no salão é mais divertido do que a praticidade da manicure ir ate sua casa. Sempre escuto que vou entender isso quando for a minha vez. Hum....

    Com 33 tem uma coisa que fica difícil, emagrecer! Caraleo, a balança não é sua amiga! Ela só te fode! Fui a um médico no começo de dezembro (sim, sou a surtada que faz dieta em dezembro) ele me deu formulinhas magicas para minha ansiedade parar de me boicotar e quem sabe assim paro de comer toneladas de chocolates que viram gorduras no meu abdômen nada definido! Resolveu, eliminei 3 quilos esse mês. Mais gastei bastante com papel higiênico, se é que você me entende! E sim, não sou sedentária. Vou a academia 3 vezes na semana, anda de bicicleta mas adoro um chocolate calórico. Tenho culpa?

    Espero voltar a escrever por aqui, era minha terapia predileta. Desde que papai morreu nunca mais escrevi muita coisa, fico guardando e acumulando sapos na garganta. Blogs foram feitos pra isso, pra escrever!

    A vida cotidiana do casal continua a mesma. Com um pouco menos de divida, menos problemas e mais um cachorro! Amamos cachorros! Se quero filhos? Quero! Mas Deus tem que querer também... (me entende?)

    Estamos indo bem, mas ele ainda não casou comigo e isso me irrita um bocado, confesso (não venha me dizer que morar junto é a mesma coisa, não é pra mim e pronto!)! Passamos o últimos 3 anos sob o mesmo teto a única coisa que não dura aqui são os copos. Faço comida e ele lava a louça. E depois compro copos novos. E continuamos assim, temos uma coleção de copos diferentes. Qualquer dia te chamo pra jantar em casa, vai ver como a composição da mesa fica divertida. Criatividade!!! #SQN (to na moda tbm)

    Outra coisa que atrapalhou um pouco foi esse mundo virtual, facebook, whatsapp... etc. Você vive conectado e não se da conta as vezes que passou uma hora olhando a vida alheia no facebook. (sim, eu faço isso! E você tbm!)

    Enfim, acho que preciso de óculos! Estou quase morrendo para enxergar as letrinhas aqui. Vou providenciar. Queridos, volto em breve!

    Feliz Natal e que 2016 tenha sido um ano cheio de realizações para todos nós! Gratidão ao que passou e ao que aprendemos, isso que importa!

     

    Até breve, prometo!

     



    Escrito por Sinceras desculpas às 15h58
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    Sobre fazer 32 anos...

    Não, não é legal!

    Não acontecem milagres aos 30 anos. 

    Não estou como gostaria ou planejei. E só um virginiano entende o que é planejar a vida toda e perceber que nada é como você quis.

    Enfim, adeus 31. Que amanheça um lindo dia amanha. Que junto com a primavera venha novas conquistas e novos desafios. 

    Que a vida seja leve.

    E que 32 seja infinitamente melhor que 31!

     



    Escrito por Sinceras desculpas às 20h40
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    A ultima sexta-feira de nossas vidas!

    Era sexta-feira como hoje, ensolarada, quente e desagradável. Também era dia 22/08, véspera do sábado.

    Não existia mais esperanças, nada além de visita-lo e olhar pra ele desejando que a dor cedesse e seus olhos fechassem pra que então ele descansasse em paz.

    Não ia visita-lo. Não queria dizer adeus mais uma vez. Mas o vento soprou me chamando de ingrata, ele dizia bem devagar, corre lá, diga mais uma vez adeus, você não sabe o que vai acontecer amanhã.

    Então fui, entrei naquele ambiente todo branco, nostálgico e doloroso. Senti aquele cheiro de naftalina, dor e sangue. Me aproximei da cama, senti sua respiração, seu coração ainda batia. Seu peito crescia, a doença era visível. O câncer estava por todos os lados, mostrando pra mim o quanto não somos nada.

    Aproximei do rosto dele e disse bem baixinho: “ Vai em paz, segue o seu caminho, eu cuido de tudo aqui.”

    Chorei quietinha nos poucos minutos que tinha ali, respirei fundo, agradeci a Deus sei lá porque , fechei os olhos e sai.

    Foi ali o ultimo minuto com meu pai. Foi naquele instante que a gente se despediu e disse adeus. Sai da sala e no fundo sabia, que aquela sexta-feira era a ultima sexta de nossas vidas aqui.

    Caminhei de volta pro meu mundo, cedi minha vez na visita noturna. A gente já tinha se despedido.

    Fui pra casa, chorei um parto, lamentei uma vida. E sai. Na mesa a noite todos em volta tentando de alguma forma me alegrar. Bons amigos. Bebericando daqui, contanto causos dali e tentando me fazer esquecer a dor que dilacerava meu coração.

    Mas ninguém conseguiu. Em dado momento, uma amiga me chamou de volta pro mundo real e perguntou se eu não queria um gole de cerveja. Voltei pro mundo e respondi, melhor não, não sei o que vai acontecer amanhã.

    Mas, no fundo eu já sabia. Era o fim da sexta-feira.

    O telefone tocou as 10hrs da manhã do dia 23/08, era a mulher dele dizendo que ele descansou e que eu precisava ser forte.

    Minha avó sentou na cama e chorou comigo. Respirou fundo e sentiu a dor que ao mesmo tempo aliviava e dilacerava. Ele descansou seu grandes olhos. Ele vai encantar outro lugar.

    Vesti uma calça jeans desbotada, uma sandália vermelha e uma blusa verde que eu amava. Passeis as próximas 6 horas completamente sem entender o que estava acontecendo. De um lado era meu irmão que chorava, do outro meu pai que de olhos fechados estava deitado em um caixão. Meu tio chorava e perdia o ultimo membro de sua família. Minha irmã tão pequena sofrendo tanto. Minha madrasta sendo a viúva da vez e minha mãe rindo de tristeza, nervosismo e felicidade. Ele não estava mais presente e não era mais casado com “a outra”. Era várias coroas de flores chegando, pessoas ligando, gente falando do quanto ele era bom e que tragédia tinha sido essa doença.

    Era vários amigos olhando pra mim com cara de pesar, querendo me pegar no colo e me levar dali.

    Um mundo que eu não entendia.

    Eu lembro que em determinado momento sai andando,  lembrei no meio daquela confusão toda que ainda não tinha comido nada. Meu estomago estava gritando em um sinal de vida. Caminhei e quando me dei conta as minhas amigas todas em fila indiana atrás de mim. Para que se caso eu caísse, todas elas me pegariam no colo.

    Mas o mais triste desses dois dias foi a hora em que o mundo parou. Caminhamos lentamente até o ponto onde a gente se despediria do pouco que ainda restava. Alguém perguntou se era necessário abrir novamente o caixão. Ela olhou pra mim e pediu silenciosamente pra que não, já tinha doido o suficiente.

    Pedi pra baixar e acabar logo com aquilo. Eu precisava respirar, chorar, gritar, sofrer a ausência dele.

    E foi assim que a gente se despediu.

    E hoje, seis anos depois, também é sexta-feira dia 22/08. Também está quente, ensolarado, seco e nostálgico.

    Fechamos então um ciclo.

     

     



    Escrito por Sinceras desculpas às 17h30
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    Um post dedicado às coisas da vida.

    As coisas da vida que falo, são essas corriqueiras noticias que ficamos sabendo ao longo dos nossos dias conversando com as pessoas e sabendo daqui e de lá.

    Hoje meu “namorido” me disse que estava triste com uma noticia. Um grande amigo está com câncer e ele todo pesaroso me falou o quanto sente, pois o cara é uma pessoa boa, nunca fez mal a ninguém, tem um grande coração.

    Sentir essa angustia fazer esse comentário e não ter uma justificativa plausível é o doloroso. Mas confesso que quando meu pai faleceu escutei diversas pessoas falando, ele era tão bom, tinha um grande coração, não merecia isso. Que injustiça.

    Na época senti certa revolta, acho até que algumas vezes escrevi sobre isso aqui. Mas hoje, depois de quase 6 anos da ausência dele, das diversas formas que a vida me mostrou o quanto o tempo que passamos juntos foi mais longo do que me lembro, tenho outro entendimento.

    Eu acredito que ninguém sofre injustiça. Colhemos simplesmente aquilo que plantamos. As vezes nossa colheita vem sendo semeada em outras vidas e só agora estamos prontos para retirar do chão o que precisamos aprender.

    A vida é feita de escolhas, escolhemos diariamente cada detalhe, passo e sorriso. Eu sinto pelas pessoas doentes, sinto principalmente por quem tem câncer. Sinto mesmo. É uma doença ingrata que se for ver faz com que a pessoa busque dentro dela força pra sobreviver. Força pra acreditar na vida. E será que não é isso que devemos acreditar?

    Quantas vezes me senti injustiçada pela vida, pelos erros que eu mesma cometi. Inúmeras foram às vezes que me deixei ficar jogada na cama chorando o famoso leite derramado. Confesso que tem dias que acordo sem vontade de acordar. Cansada, sem graça!

    Mas estou aqui porque preciso aprender algo. Existe alguma coisa que foge do meu entendimento hoje que preciso aprender e estou em busca disso. Meus sentimentos são antigos. Minhas lembranças são velhas. Minha alma é velha e eu só tenho 30 anos!

    Tenho medos que não fazem sentido, tenho sensações de lugares que nunca frequentei, mas são tão calorosos quando chego.

    Esse é o sentido que levo na vida. E fica mais fácil acreditar que somos velhos, que Deus nos da uma chance a cada “nova” vida. Então, quando alguém está muito doente, passando por alguma dificuldade, eu rezo, sinto pela pessoa. Faço o possível para ajudar, se estiver ao meu alcance, mas me lembro de que nossa alma velha tem historias antigas e que somos nós que plantamos, semeamos e colhemos. Sendo assim, cada um tem exatamente o que cultivou durante sua vida, seja ela qual for. E se nesse momento a dor está forte é porque só agora ou a partir de agora sua alma, sua história está apta a aprender o sentido da sua vida!

     

     



    Escrito por Sinceras desculpas às 12h39
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    Pois é, pois é, pois é! Voltei!

     

     

    Achei que tinha perdido meu canto, estava a uns dois meses tentando acessar o blog com um e-mail errado, estava a ponto de enviar um recado super seguro e cheio de alfinetadas para o SAC da uol querendo uma explicação quando que, como se fosse uma descoberta incrível percebi que o e-mail que estava digitando estava errado! Sim, meu passado me condena!

    Mas, vejamos, sempre tem alguém que faz coisa pior!

    Vamos a um resumo rápido da minha vidinha colorida até o momento:

    Voltei com meu namorado que agora virou namorido! Sim, mudamos com tudo, sofá, maquinas de café, cachorra e um super útil ar condicionado portátil! (super útil mesmo), o único problema dele é dobrar a conta da Elektro enquanto meu salário continua com os mesmos números.

    Continuo no mesmo trabalho, com algumas mudanças no setor comercial.

    Sim, comercial.

    Descobri que apesar de gostar muito de números, burocracia, papel, amo de paixão vender as coisas e  (cá pra nós e sem modéstia) vendo bem. Só não vendi a mãe ainda pq tenho certeza que em um mês terei processos a pencas no PROCON!

    No final do ano de  2013 namorido precisava fazer uma prova no Rio de Janeiro, aproveitamos para esticar uns dias e conhecer a tal cidade maravilhosa. E saindo da Avenida Brasil, o Rio de Janeiro continua lindo!

    Oh cidade maravilhosa.

    Me apaixonei e a sensação que tenho é que preciso voltar pra lá. Aquela cidade encanta, ela tem alguma droga viciante no ar! Eu estou apaixonada pelo Rio!

    De resto à vida continua seguindo, de leve e sem dores. Continuo escrevendo, afinal escrever é terapia, diversão e divisão! Nem sempre posto tudo. Algumas alfinetadas guardo a sete chaves, não é sempre que quero causar discórdia! Tem dias que acordo com preguiça...

    No mais, a vida a dois é complexa e às vezes a gente tem vontade de voltar ao tempo.

    Trintei, e confesso que nada caiu, nada mudou, mas pesou alguns pontos... As pessoas começam a perguntar de filhos, de casamento, de vida profissional, de casa própria etc...

     

    Não quero filhos agora, mas adoraria um outro cachorro! 



    Escrito por Sinceras desculpas às 16h00
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    Balzaquiana

    Dias atrás falando com meu primeiro namorado, aquele que às vezes faz bem ouvir pro seu ego não ficar em frangalhos por conta do ultimo, comentei que estava prestes a virar uma Balzaquiana e ele me perguntou o que era, pois não conhecia uma “Balzaquiana” e se a palavra era chinês. Logo depois ele me manda um “Eu se arrependo de tudo que fiz”.( Foi exatamente nesse momento que lembrei o motivo de a 9 anos não ter  vontade de voltar com ele. Não, a musica do Roberto que cita os “os erros do seu português ruim”, não combina comigo.)

    Mas isso me fez pensar.

    Confesso que durante os últimos anos não dei muita importância para o termo que surgiu após a publicação do livro “A mulher de 30 anos” – de Balzac

    Porém próximo aos 30 comecei a escutar mais vezes essa expressão. Incrível como 30 anos pesa nas pessoas.

    Nunca me preocupei com os 30 ou em ser uma balzaquiana, pois quando criança achava as mulheres de trinta bem velhas, as chamava de tia!

    A minha crise veio mesmo quando percebi que aos 28 anos nenhum dos meus planos de adolescentes eram concretos.

    E tinha tudo planejado e em ordem. Era pra ser faculdade, vida profissional estabilizada, casamento e bingo serei mãe aos 28 e viveremos felizes para sempre e serei uma velha aos 30.

    Só que não, quando cheguei aos 28 tudo estava de pernas pro ar e nada saiu como o planejado e foi então que comecei a aprender mais sobre a vida: “Não faça planos, Deus não gosta”.

    Então, a um passo de ser uma balzaquiana, quando alguém me cobra qualquer coisa referente à minha idade com um peso gigante, costumo ironizar os 30 de hoje é os 20 de ontem. Seremos leves, é só 30.

    Não tenho planos, mas sei muito mais sobre mim do que sabia antes e estou a caminho de saber cada vez mais. Ignoro com mais classe o que me faz mal, tenho menos urgência nas coisas e aprendi que ninguém é responsável pelos meus sonhos. Que a vida é leve e os dias mais curtos e que a minha casa é o melhor lugar do mundo.

    Quanto mais o tempo passa, mas seleciono o que desejo para minha vida, sou muito mais fiel as minhas vontades e tenho paciência para aprender o que não sei. Hoje  sei que minha mãe tinha razão, minha avó nunca errou e que meu pai só queria meu bem. Que beber muito faz mal no dia seguinte e que levar a blusa é só uma questão de precaução. Que ter 20 anos é lindo, mas ter 30 é esplêndido.

    Logo menos estou deixando de participar do Estatuto da Juventude, bem vinda à vida adulta!

    Serei uma mulher balzaquiana, mas, com uma diferença, com 20 a vida me levava com 30 eu levo minha vida.

     

     

     

     

     

     



    Escrito por Sinceras desculpas às 17h50
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    Luto

    Estou te matando aos poucos, bem devagar...

    Assim vou me acostumando com a falta das lembranças e com a ausência que a sua morte em minha mente vai deixar. 

    Te matei dentro de mim, porque tantos outros passaram você também vai passar. 

    Questão de tempo, de dias. De um novo alguém cheirando minha nuca. Bem assim...

    Ou quem sabe um velho alguém novo, só pra despistar o coração e criar coragem pra te apagar de vez . 

    Sei lá...

    Você vai passar, assim que eu criar coragem pra deixar que isso aconteça... 

    Serei dura comigo, serei rapida, cruel pra que doa inteiro, de uma única vez. 

    Não vou sentir saudade de quem tem medo de amar. Você vive deixando as pessoas, porque morre de medo de ser deixado por elas...

    Te matei inteiro agora, estou com raiva... 

    Meo coração dói. Você é uma lembrança dolorida. 

    Que vai passar, logo mais... 



    Escrito por Sinceras desculpas às 16h16
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    Quando o amor acabou...

    Ah quando o amor acabou foi tão triste, foram tantos abraços apertados para resgatar algum sentimento, lagrimas de dor para ressuscitar a alma, tantas noites de solidão lembrando o gosto do beijo.

    Quando o amor acabou os dias ficaram longos, cansativos e gelados. Os sorrisos incomodavam, as palavras doces de gentileza cortavam o peito como uma faca.

    Quando o amor acabou as coisas ficaram, demorou dias até o porta retrato cheios de sorrisos e amor fossem retirados da mesinha de centro, dias até a roupa de cama e do cheiro do amor serem retirados.

    Quando amor acabou a cachorra sentiu e não entendeu e ficou dias esperando o amor voltar, mas ele não voltou.

    Quando amor acabou eles recomeçaram, com os mesmos amigos antigos, nas mesmas rodas de piadas engraçadas , com novos momentos, novas historias e um vazio tremendo.

    Quando o amor acabou a história teve fim e eles um recomeço.

     

    Quando amor acabou a alma sofreu, pois alma sempre acha é pra sempre...



    Escrito por Sinceras desculpas às 12h39
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    Dor.

    Dói a ausência. 

    Dói a falta de abraço.

    Dói ver sorrisos.

    Dói a segunda-feira. 

    Dói o domingo. 

    Dói a felicidade dele.

    Dói o meu coração. 

    Dói três anos de historia.

    Dóis as expectativas que criei. 

    Dói e não passa.



    Escrito por Sinceras desculpas às 11h07
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    E os sonhos eram diferentes...

    Ah quem diga que o amor acabou , outros vão dizer que não era pra ser e que estava na cara.

    Mas o que importa de fato é que o coração deles já sabe o motivo .

    Ele foi embora porque não sonhava os sonhos dela, ou pra ser menos egoísta, não sonhava os mesmos sonhos que ela.

    Foi uma conversa franca, dolorida, típica de fim de relacionamento. Ela não queria que ele fosse, mas também não tinha certeza se queria que ele ficasse. Só tinha uma certeza, queria inteiro e não metade.

    E no momento ele era metade.

    Foi dolorido falar tchau, foi sacrificante deixa-lo ir, mas foi à decisão mais sábia até então. Deixa-lo ir era resgatar novamente a sua vida, pegar de volta com as duas mãos os seus sonhos, suas necessidades. Era doar, pra si mesma.

    Deixa-lo ir era esquecer promessas não cumpridas, decisão não tomadas, situação mal explicada. Partiu um namorado e ficou um grande amigo.

    Antes de ele ir, ela pediu pra que ele nunca deixasse de ama-la, pois assim saberia pra onde ir quando algo ficasse sufocante demais.

    Ela pediu pra ele não deixar de ama-la porque sabe o quanto a historia dos dois foi importante pra ambos. Eles cresceram, são duas pessoas adultas e prontas pra caminhar com suas próprias pernas.

    Deixar que ele ficasse era continuar impedindo ele de ser gente grande, e era injusto com os dois.

    Ela o deixou ir. Ajudou a pegar as coisas que estavam jogadas pela casa, uma camisa amarela em um cabide preto, um pijama todo amarrotado de quem tinha usado naquela manhã preguiçosa, ele foi saindo com lagrimas nos olhos de quem não tinha certeza se precisava mesmo ir embora. Fechou a porta entre eles e ela chorou alto naquele momento, por ela, por ele e por um nós que estava longe de ser os dois.

    E por alguns segundos pensou em levantar e ir atrás, mas algo dentro dela falava pra deixa-lo ir.

    Em silêncio o apartamento pequeno ficou grande demais pra dor que estava dentro dela, sua fiel escudeira latia na porta como se soubesse que aquela despedida foi o fim pra ela também.

    Meio perdida e sem saber o que fazer com sua vida naquele momento, pegou um cigarro e fumou e depois lembrou que tinha parado de fumar fazia tempo.

    Mas naquela hora ela sabia que era pra sempre, que seguir o rumo e ir em frente era necessário, foi uma linda história que terminou.

    E tomou seu banho, deitou na cama, enquanto algumas lagrimas desciam pela sua face ela encerrava dentro do seu coração um ciclo. Foi lindo, foi eterno e durou o tempo suficiente para os dois.

    Por que no fundo ela sabia que os sonhos dela não eram os mesmos sonhos dele...

    E, ela não foi sofrer em Paris, na beira do rio Sena, sofreu com sua cachorrinha deitada na sua cama olhando uma camiseta branca que ele esqueceu jogada na cadeira e adormeceu pra continuar sonhando...

    E a vida segue...

     

     



    Escrito por Sinceras desculpas às 12h25
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    Das coisas que desapeguei...

     

     

     

    Daí que eu sumi. Talvez tenha sumido de mim mesma, sei lá. A vida corre e a gente corre atrás dela.

    Andei  chutando o balde e extrapolando com o cartão de credito. Daí, como Deus não falha comigo, me apresentou o enjoei.com... coloquei um monte de coisas pra vender... Só não vendi mãe, vó, tios, namorado e cachorro porque ninguém ia comprar e também pelo valor emocional altíssimo!

    Mas enfim, consegui pagar umas contas. (há, mentira, estou conseguindo, falta uma lista de coisas pra vender que vou colocar abaixo)

    Continuo no mesmo emprego do ano passado, vamos fazer um ano de presença diária nesse escritório e não, as coisas não melhoraram.

    Descobri ao longo desse tempo que desenvolvi tireoide e por conta disso não consegui perder nem um quilo e tinha dia que nem da cama queria sair. Isso é triste. Mas estamos na cura. Fiz também um exame super  legal para quem quer perder peso rápido. Colonoscopia.

    Fato, chegar aos 30 pesa.

    Em quilos, lembranças, no bolso.

    Minha irmã voltou a falar comigo. Sim, nós estávamos sem nos falar a mais de um ano. Ela que quis, assim esperei ela querer falar comigo novamente. Digo que esse negocio de facebook, twiter, e-mail, etc... facilita, só que não.

    Mandei mensagem pro meu tio. Andava meio nostálgica e confesso, com saudade dele. Mas ele leu e não respondeu. Ok, eu tentei! É a vida né?

    Eu ando cansada de certas pessoas, andei me afastando e deixando de lado... Gente que sabe tudo me cansa.

    Enfim, a vida segue, o namoro está bem obrigada, meu chefe continua o mesmo, minha casa está fofa, minha parceira de casa não volta e talvez a gente nem more juntas de fato, pois ela está em um navio na Europa. Ela andou fugindo da vida e foi curar suas feridas...Certa ela que tem coragem!

    Enfim meus caros a vida segue e eu vendo minhas coisas. De nada adianta andar com uma Victor Hugo pendurada no ombro e com o cartão de credito negativo, por isso, listo as coisas que estou vendendo. (Aliás, não tenho mais a Victor Hugo, foi vendida!)

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    Há, comprem, parcelem e ajudem uma blogueira falida!

     

     

     

     

     



    Escrito por Sinceras desculpas às 12h24
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    Para o dia do meu pai...

     

     

    "Naquela mesa ele sentava sempre
    E me dizia sempre o que é viver melhor
    Naquela mesa ele contava histórias
    Que hoje na memória eu guardo e sei de cor.." ( Nelson Gonçalves)

     

     

    Então vamos dançar. Feche os olhos e sinta a musica, hoje a festa é sua e a emoção é minha. Um passo de cada vez, como você vive me dizendo. Sinta a musica e ela vai te levar.

    “Não tenha pressa em aprender, eu te ensino. “ (você dizia)

    Amanhã  vai ter festa, o céu estará radiante a minha estrela vai completar 53 anos de luz. Eu digo vai, porque pra mim você ainda está vivo e dança comigo todas as vezes que estamos comemorando alguma coisa.

    Você dançou comigo todas as vezes que conquistamos alguma coisa, mesmo se a dança foi silenciosa a nossa musica estava tocando em algum lugar dentro da gente.

    Então vou começar a dançar hoje para comemorar os seus 53 anos... De vida, alegrias, ensinamentos. Vou comemorar com alegria, porque pra mim você continua vivo, bem vivo, dentro das minhas lembranças, dos meus sonhos e dançando todas as noites comigo.

    E que me chamem de louca por comemorar o seu aniversário, talvez eu seja mesmo, não nego que me falta alguns parafusos desde pequena, mas que graça teria a vida se a gente não tivesse algo em que acreditar? E acredito que a morte (palavra forte) seja apenas um recomeço. Pois a vida meus caros não teria tanto brilho e tanta dança se fosse acabar de uma forma  tão ridicula. Então, sei dentro de mim que daqui um tempo, talvez longo, só Deus pra dizer, nós vamos nos encontrar e continuar dançando a nossa música pra sempre.

    Descobri que esse tempo é necessário pra que eu aprenda novos passos de dança.

    E você que gostava tanto do samba vai comemorar seu aniversário em grande estilo esse ano. O carnaval começa justamente no dia da sua festa. Então vamos continuar “sambando” pois a vida é uma festa e você é minha alegria.  

    Parabéns meu pai, porque durante 53 anos de vida você me ensina, me orgulha e surpreende. Parabéns. Hoje não vou desejar saúde, alegria, sucesso. Eu te desejo apenas paz e que você tenha a festa que merece onde estiver.

    Porque amanhã eu estarei comemorando o seu dia, a sua festa, mais de meio século de grande homem!

    E sobre a morte? Enfim, pra mim ela é passageira... O que importa é na vida é os passos de dança que aprendemos durante o nosso tempo aqui... A gente vive sambando pra fazer a vida valer a pena... é por isso que hoje eu vou dançar pra comemorar a vida de quem me deu a vida! (Se é que vocês me entendem...)



    Escrito por Sinceras desculpas às 09h40
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    Pesadelos

    Daí eu acordei e passenado pela net li essa frase do Caio Fernando de Abreu -  tirada do Conto - Ponto de fuga:

    "Desconhecida, ela seria mais completa que todo um inventário sobre seu passado. Descobririas que as coisas e as pessoas só o são em totalidade quando não existem perguntar, ou quando essas perguntas não são feitas. Que a maneira mais absoluta de aceitar alguém ou alguma coisa seria justamente não falar, não perguntar - mas ver! Em silêncio." 

    Daí lembrei do meu  pesadelo! 

    Jajá passa... e eu vou dormir novamente!



    Escrito por Sinceras desculpas às 12h59
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